Enquanto uma multidão indignada cercava a mulher adúltera, com pedras nas mãos e dedos em riste prontos para condenar, Jesus surpreendeu a todos: abaixou-se e começou a escrever na areia.
O que ele escreveu? Os pecados ocultos dos próprios acusadores? As fragilidades que todos nós carregamos? Ou apenas desenhou o silêncio da terra diante da hipocrisia humana?
Ao não responder com a fúria do tribunal popular, Jesus quebrou a roda da violência. E quando finalmente se ergueu, colocou o espelho da verdade diante de cada coração: "Aquele que dentre vós estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra".
Um a um, dos mais velhos aos mais jovens, foram se retirando com suas próprias culpas. Ficaram apenas dois: a miséria humana e a infinita misericórdia. O convite do Evangelho para nós é soltar as pedras do julgamento e acolher com o olhar restaurador de Cristo.

Escrito por
Alessandro Poeta
Poeta, teólogo e comunicador do canal Fé, Versos e Vida em Poesia. Reflexão lírica e bíblica com afeto e serenidade.
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