Vivemos na era da comunicação. Nunca a humanidade esteve tão conectada, tão cercada de informações, imagens, opiniões e discursos. Mas diante dessa realidade, algumas indagações tornam-se necessárias: Para que se comunicar? Para quem se comunicar? E o que comunicar? Entre os poderes instituídos da sociedade existem o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
Entretanto, existe também um outro poder extremamente influente: o poder dos meios de comunicação sociais. Um poder capaz de persuadir, influenciar comportamentos, construir narrativas, formar opiniões e até determinar modos de pensar e agir dentro da sociedade. A comunicação possui uma missão profundamente humana e social.
Seu objetivo deveria ser informar e formar consciências iluminadas pela ética, pela transparência, pela responsabilidade e pela imparcialidade. Comunicar deveria significar tornar compreensível aquilo que é transmitido, despertando nas pessoas a capacidade de pensar criticamente a realidade e tirar suas próprias conclusões.
Porém, o tempo presente nos desafia profundamente. Hoje, além dos meios tradicionais de comunicação, vivemos mergulhados nas redes digitais e nas plataformas da internet, presentes diariamente na vida das pessoas, das famílias e das comunidades. Esse espaço, que poderia ser um caminho fecundo de encontro, diálogo e partilha do conhecimento, muitas vezes transforma-se em uma “terra de ninguém”, marcada pela ausência de limites éticos, pela propagação do ódio, da mentira, da manipulação e da desinformação.
Grande parte dessas plataformas está nas mãos das chamadas big techs, gigantes econômicas controladas por interesses financeiros e políticos. Nesse contexto, a comunicação corre o risco de deixar de ser instrumento de conscientização para tornar-se ferramenta de dominação, consumo e manipulação das massas.
Por isso, torna-se urgente refletir: Quem controla a comunicação? A serviço de quem ela está? Quais interesses ela representa? Comunicar é algo essencialmente humano. Assim como o ser humano necessita relacionar-se, também necessita comunicar-se. A comunicação faz parte da própria existência humana. E olhando para a história, encontramos em Jesus de Nazaré um extraordinário comunicador.
Jesus comunicava com autoridade, sensibilidade e profundidade. Falava a linguagem do povo. Utilizava exemplos da vida cotidiana, da realidade concreta das pessoas, da terra, da pesca, da semente, do pão e do trabalho. Sua comunicação era pedagógica, libertadora e provocadora de reflexão. Ele não comunicava para alienar.
Comunicava para despertar consciências. Jesus fazia o povo pensar criticamente a realidade do seu tempo. Os meios de comunicação são importantes e necessários. Possuem uma força gigantesca na construção da sociedade. Mas permanece a grande questão: Os meios de comunicação comunicam para iluminar e libertar?
Ou comunicam para domina r, manipular e oprimir? Eis a questão. Alessandro Poeta:Teólogo,Biblista e Palestrante.

Escrito por
Alessandro Poeta
Poeta, teólogo e comunicador do canal Fé, Versos e Vida em Poesia. Reflexão lírica e bíblica com afeto e serenidade.
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