Há um tempo em que a fé virou discurso e o discurso virou arma. Há quem abra a Bíblia não para libertar, mas para condenar. Buscam nas páginas antigas as guerras de um povo, as disputas por terra, os códigos duros de sobrevivência e fazem disso lei eterna. Esquecem-se que ali há história, há caminho, há um povo aprendendo a caminhar com Deus em meio ao medo, à escassez e ao poder.
Transformam experiência em sentença, contexto em regra, e Deus em justificativa. E assim nasce o ódio travestido de fé. Mas o Evangelho rompe essa lógica. Em Evangelhos, em Jesus Cristo, Deus não é arma — é encontro. Não é punição — é misericórdia. Não é exclusão — é acolhida. Jesus não legitima a violência, não santifica o poder, não transforma dor em norma.
Ele revela um Deus que humaniza, que liberta, que chama pelo nome. Por isso, toda religião que gera ódio não é fidelidade — é distorção. Toda fé que exclui não nasce do Evangelho, mas do medo. E todo discurso que mata não pode ser chamado de Palavra de Deus. Porque onde Deus está, a vida florece. Alessandro Poeta:Teólogo,Biblista e Palestrante

Escrito por
Alessandro Poeta
Poeta, teólogo e comunicador do canal Fé, Versos e Vida em Poesia. Reflexão lírica e bíblica com afeto e serenidade.
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