A mentira pode se manifestar na convivência sob diferentes roupagens e disfarces. Há a mentira por pura invenção, quando se cria o que jamais existiu para prejudicar ou iludir. Há a mentira por distorção, quando se manipulam fatos legítimos para favorecer interesses escusos.
E há, de forma muito sutil e perigosa, a mentira por omissão: quando se cala intencionalmente o que deveria ser revelado, conduzindo o irmão e a irmã ao engano e à injustiça.
Essas diferentes formas de falsidade ferem de morte a confiança mútua, fragmentam laços de afeto e enfraquecem a vida em comunidade. Quando a verdade é trocada pela conveniência covarde ou pelo medo das consequências, toda a sociedade padece.
O Evangelho de Jesus Cristo nos convida a romper com esses subterfúgios e cultivar diariamente a sinceridade, a honestidade e a responsabilidade com a palavra dada. Falar a verdade com amor e mansidão é o alicerce indispensável para sustentar a justiça, a paz e a dignidade de todos e todas.

Escrito por
Alessandro Poeta
Poeta, teólogo e comunicador do canal Fé, Versos e Vida em Poesia. Reflexão lírica e bíblica com afeto e serenidade.
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