É aquela que deixa as portas abertas e os pés descalços no chão da realidade. Não uma Igreja fechada em si mesma, presa apenas aos altares e estruturas, mas uma Igreja que caminha pelas estradas humanas, escuta o clamor do povo e se faz presença onde a vida sangra e resiste. Ir ao encontro do mundo não significa perder a fé, mas tornar a fé encarnada na história. É entrar nas periferias sociais e existenciais, onde muitos lutam diariamente pela dignidade, pelo pão, pela moradia, pela esperança e pelo direito de existir.
Nas periferias, a vida muitas vezes não apenas vive — ela sobrevive. E mesmo entre dores e ausências, ainda florescem gestos de solidariedade, partilha, resistência e humanidade. A Igreja em saída é chamada a enxergar Cristo no rosto do pobre, do excluído, do migrante, da mãe cansada, do trabalhador ferido, da juventude desacreditada e daqueles que tantas vezes são esquecidos.
Mais do que levar respostas prontas, ela é convidada a caminhar junto, ouvir, acolher, aprender e servir. Porque o Evangelho não nasce distante da realidade humana. Ele acontece no encontro, na compaixão, na partilha do pão e na construção de uma sociedade mais justa, fraterna e humana. Alessandro Poeta:Teólogo,Biblista e Palestrante

Escrito por
Alessandro Poeta
Poeta, teólogo e comunicador do canal Fé, Versos e Vida em Poesia. Reflexão lírica e bíblica com afeto e serenidade.
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